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O que colocar no cartão de visita de psicólogo

No cartão de visita de psicólogo entram, no mínimo, o nome completo, a profissão («Psicóloga» ou «Psicólogo») e o número de inscrição no Conselho Regional, no formato «CRP 06/XXXXX». Não é só costume: o Código de Ética Profissional do Psicólogo pede essas informações sempre que a profissional divulga seus serviços, e o cartão é uma forma de divulgação. Abaixo você vê o que colocar, o que deixar de fora e um exemplo fictício.

O que o Código de Ética diz sobre divulgação

O Código de Ética Profissional do Psicólogo foi aprovado pela Resolução CFP nº 010/2005. O artigo 20 vale para quem promove publicamente seus serviços «por quaisquer meios, individual ou coletivamente». Resumindo as alíneas, a psicóloga ou o psicólogo:

  1. informa o nome completo, o CRP e o número de registro (alínea a);
  2. faz referência apenas a títulos ou qualificações profissionais que possui (b);
  3. divulga somente qualificações, atividades e recursos ligados a técnicas e práticas reconhecidas ou regulamentadas pela profissão (c);
  4. não usa o preço do serviço como forma de propaganda (d);
  5. não faz previsão taxativa de resultados (e);
  6. não faz autopromoção em detrimento de outros profissionais (f);
  7. não propõe atividades que sejam atribuições privativas de outras categorias profissionais (g);
  8. não faz divulgação sensacionalista das atividades profissionais (h).

Ou seja: o cartão pode ser bonito e acolhedor, mas é um cartão de identificação, não um anúncio de promoção. Se tiver dúvida sobre um texto específico, quem orienta é o Conselho Regional da sua região; o CRP SP, por exemplo, mantém um canal de orientação sobre as normas da profissão.

Como escrever o CRP no cartão

A inscrição é feita no Conselho Regional de Psicologia do estado em que você atua, e cada conselho tem um número de região. Na forma usual, a região vem antes da barra e a inscrição depois: «CRP 06/XXXXX» indica uma inscrição no Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região, o de São Paulo. Algumas dicas:

  • copie o número exatamente como está no seu documento de identidade profissional, com o zero da região;
  • coloque o CRP junto da profissão, logo abaixo do nome: «Psicóloga · CRP 06/XXXXX»;
  • use o mesmo nome que consta no registro, para que o paciente encontre você se quiser conferir a inscrição no conselho.

O que colocar, item por item

  • Nome completo, como pede a alínea a do artigo 20, e não só o primeiro nome;
  • Profissão e CRP, na mesma linha ou logo abaixo do nome;
  • Área de atuação ou abordagem, em termos que o paciente entende e que a profissão reconhece: «Psicoterapia para adultos», «Psicologia infantil», «Avaliação psicológica»;
  • Telefone ou WhatsApp para agendamento e e-mail;
  • Endereço do consultório, com bairro e número da sala, se houver;
  • Site ou perfil profissional, se você mantém um com informações sobre o atendimento.

Sobre títulos: «Especialista em…» corresponde a um registro próprio no Conselho. Segundo o CRP SP, o Registro de Especialista em Psicologia está consolidado hoje pela Resolução CFP nº 23/2022. Se você ainda não tem esse registro, descreva a formação de forma literal, por exemplo «Pós-graduação em neuropsicologia», e, na dúvida, confirme a redação com o seu CRP. O mesmo cuidado vale para «Dra.» ou «Dr.»: no cartão, use apenas títulos que você de fato possui.

O que deixar fora do cartão

  • Preço e promoções: «sessão a R$ 80», «primeira sessão grátis» ou «pacote com desconto» transformam o preço em propaganda (alínea d).
  • Promessas de resultado: «supere a ansiedade em 8 sessões» ou «resultado garantido» são previsões taxativas (alínea e).
  • Técnicas que a profissão não reconhece apresentadas como psicologia (alínea c).
  • Comparações com colegas, como «a única abordagem que funciona» (alínea f).
  • Tom sensacionalista, com exclamações e palavras de impacto (alínea h).
  • Qualquer coisa que exponha pacientes: o Código também veda divulgar procedimentos ou apresentar resultados de forma a expor pessoas (art. 2º, alínea q).

Discrição também é cuidado

O cartão costuma ir parar na carteira do paciente ou em cima da mesa de trabalho, e nem todo mundo quer que ele chame atenção. Por isso, um verso sóbrio funciona melhor do que uma lista de transtornos atendidos. Três linhas bastam, por exemplo: «Atendimento presencial e online», «Sessões com hora marcada» e «Agendamento pelo WhatsApp». Se você atende online, confira antes as normas do CFP para serviços psicológicos prestados por meios tecnológicos.

Se o cartão for de uma clínica com várias profissionais, lembre que o artigo 20 também vale para a divulgação coletiva: cada psicóloga citada aparece com o nome e o CRP dela.

Modelo e cor para consultório

Os modelos «Centralizado» e «Clássico» dão espaço ao nome e transmitem calma; «Coluna» organiza bem o cartão quando há endereço e várias formas de contato. Verde-pinheiro, azul-petróleo e ameixa são cores serenas sem serem frias. Um couché fosco de 300 g, sem brilho, combina com o tom discreto de um consultório.

Monte o seu cartão

No gerador de cartão de visita, escreva «Psicóloga · CRP» com a sua região e o seu número no campo «Cargo ou profissão» e a sua área de atuação no campo «Empresa». Você confere de graça a prévia de frente e verso e, se gostar, baixa por € 7,00 o PDF pronto para a gráfica, com sangria e marcas de corte. Outras profissões estão na página de cartões de visita por profissão. O exemplo abaixo é fictício, e o número de CRP também.

Cartão de exemplo (dados fictícios)

Frente – Cartão de exemplo (dados fictícios)
Verso – Cartão de exemplo (dados fictícios)

90 × 50 mm

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